Geral

Novelas usam polémicas para captar audiências

A competição pela liderança nas audiências está a fazer com que ‘A Favorita’ e ‘Chamas da Vida’ recorram a temas polémicos como relações homossexuais, pedofilia, violência doméstica, VIH ou drogas.


Ou seja, nem só de amor, encontros e desencontros românticos vivem as novelas de hoje.

O objectivo é ainda sensibilizar e discutir os temas

As telenovelas brasileiras A Favorita, da TV Globo, e Chamas da Vida, da TV Record, estão a apostar em temas fracturantes da sociedade. Concorrentes directas no Brasil, passam no mesmo horário em estações diferentes, a aposta na polémica é a nova estratégia para conquistar mais público.

A novela A Favorita, em exibição em Portugal na SIC, vai trazer para o ecrã a hipótese de um relacionamento lésbico entre as personagens Cleo (Paula Burlamaqui) e Catarina (Lília Cabral), em resposta aos temas abordados pela telenovela Chamas da Vidas: pedofilia, violência contra as mulheres, VIH e drogas sintéticas.

Apesar de tal desenvolvimento do argumento ainda não ser certo, parece claro que Cleo e Catarina vão demonstrar um grande interesse mútuo. Em entrevista, a actriz Paula Burlamaqui afirma ainda não saber quais os planos para a sua personagem, mas não põe da parte a hipótese da relação homossexual. “Acho que seria possível, afinal, Catarina é carente, vai encontrar uma amiga, uma pessoa que a respeita, que gosta dela. Vamos esperar para ver. Na vida real acontece, eu conheço um caso parecido. Na ficção também pode ‘rolar'”, diz.

No entanto, Burlamaqui considera que tal desenvolvimento é “improvável. Seria preciso uma reviravolta muito grande. Ela é muito tradicional, leva muito a sério aquele casamento, mesmo com aquele homem horroroso que é o Leonardo”.

Por seu turno, Chamas da Vida é emitida em Portugal pela TV Record Portugal, sendo muitas vezes líder de audiências nos canais por cabo. No Brasil, ocupa o segundo lugar no ranking das audiências, sucesso que poderá ser explicado pela inovação nos temas tratados. Pela primeira vez na história das telenovelas brasileiras, a pedofilia é abordada. Lipe, interpretado por André di Mauro, marca na Internet encontros com rapazes adolescentes, fingindo ser mais novo do que os seus 30 e poucos anos. Além disso, viverá uma relação com a personagem Vivi (Letícia Colin), de 15 anos.

A violação e as suas consequências são encarnadas por Raíssa (Ana Paula Tabalipa), uma mão emocionalmente distante do seu filho de seis anos, Gabriel, que é fruto da agressão sexual que sofreu.

Guilherme (Roger Gobeth) personifica o alerta lançado pela autora da novela, Cristianne Fridman, sobre o vírus da sida. Promíscuo, Guilherme contrai o vírus VIH, e o público irá acompanhar todo o percurso que Guilherme fará ao longo da doença. Por fim, os adolescente António (Dado Dolabella) e Manu (Juliana Iohmann) acabarão envolvidos no consumo e tráfico de drogas sintéticas.

Resta agora saber quais destas polémicas causarão mais interesse entre o público brasileiro, ou seja, qual das novelas levará a melhor em termos de audiências.

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close