Geral

Mais canais na TDT poderiam aumentar o emprego

Foi a 12 de janeiro que houve o primeiro apagão analógico e a passagem para a TDT deverá concluir-se a 26 de abril. A partir desse dia, o Norte e interior do país vão necessitar, tal como o resto do país e ilhas, de um descodificador ou de uma antena para captar o sinal por satélite para poder ver televisão. A TDT abre espaço para cerca de 50 novos canais em sinal aberto, mas até agora só quatro canais estão disponíveis.

A alteração à lei da televisão prevista para este ano irá permitir a venda de um dos canais da RTP e a emissão do Canal Parlamento numa das frequências disponibilizadas pela Televisão Digital Terrestre (TDT), segundo confirmou, esta semana, o ministro Miguel Relvas. Nuno Bernardo, diretor da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas (Addict), disse ao jornal Sol que a emissão do Canal Parlamento em sinal aberto «parece mais uma solução de curto prazo para mostrar que afinal a TDT não tem apenas os quatro canais que já tinha» no sistema analógico.

A associação – que integra a RTP, o jornal Público, a Ordem dos Arquitectos, a empresa de tecnologia Ydreams, a Fundação de Serralves e universidades ligadas à formação para a indústria do audiovisual – considera que mais canais nacionais na oferta da TDT poderiam «impulsionar» o sector da produção independente, com consequente «aumento do emprego, do volume de negócios e da exportação de conteúdos». E, de acordo com Nuno Bernardo e segundo avança a mesma publicação, o Canal Parlamento «em nada vem impulsionar o sector», nem «satisfazer a população relativamente ao processo de transição para o sistema digital de TV». Para o director da Addict, faria mais sentido se houvesse um canal de documentários, outro de programas infanto-juvenis – com conteúdos nacionais produzidos por empresas nacionais – e canais como o Porto Canal, o Canal Q e a SIC Radical: «Em muitos países, os operadores colocam um dos seus canais na TDT para promoverem os canais complementares, recuperando este investimento em receitas publicitárias adicionais», concluiu Nuno Bernardo.

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close