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Houve mais canais sem registo de audiências na terça-feira

O presidente da CAEM, Fernando Cruz reconhece que existiram problemas técnico na captação de audiências no passado dia 6 de março.

Para além da RTP ter ficado sem registo de audiências num período na terça-feira houve mais canais que também estiveram a zeros. Segundo o Negócios, que cita Fernando Cruz TVI24, SIC Notícias e Sport TV também tiveram zero espetadores.

O presidente da CAEM em entrevista ao Jornal de Notícias referiu que houve um problema técnico: “As televisões também ficam um ou dois minutos sem emissão”. Admitindo a existência de duas falhas: uma com o futebol no período de testes[o jogo Benfica-Guimarães registou zero espetadores] e esta de terça-feira. “Os audímetros mediram, mas não se conseguiu comparar o valor com o que estava no ar”.

Fernando Cruz vai mais longe e critica a posição da RTP: “há algum exagero nesta posição da RTP” , referindo ainda que “não está a ser prejudicada ao nível do que está a dizer às pessoas. Esta campanha e o peso dos recursos da RTP colocados nesta campanha está, no limite, a atingir as pessoas do painel”.

Hoje será dada uma conferência de imprensa onde vai ser feito o balanço da primeira semana de audiências da GfK.

De seguida transcrevemos a entrevista feita pelo presidente da CAEM ao Jornal de Notícias:

“Como desapareceu meia-hora de emissão dos registos da RTP? Houve um problema técnico e acontece em todos os sistemas. As televisões também ficam um ou dois minutos sem emissão. Tivemos duas falhas: uma no período de testes, com o futebol, e esta. São semelhantes e nada a ver com os aparelhos. Os audímetros mediram, mas não se conseguiu comparar o registo com o que estava no ar.

A gravação avariou? O satélite europeu falhou. Usa-se essa fonte por ser a melhor para captar o som, o novo método de captação da audiência. E existem duas centrais que captam as emissões dos canais, uma e uma falhar, a outra repõe.

Falharam as duas? Como as duas eram servidas pelo mesmo satélite, foi isso que aconteceu.

Então porque é que aconteceu só com a RTP? Não foi só com a RTP. A TVI 24, a SIC Notícias também foram afetados. No princípio, na fase dos testes, a Sport TV foi a mais prejudicada. Tendo a RTP maior audiência, notou-se mais. Foi uma infeliz coincidência.

Não há maneira de corrigir o que se passou? Há outro “back up” na Suíça, com que estamos a trabalhar para repor os valores.

Ninguém mais se queixa? Nem nenhum operador de cabo. A questão é a seguinte: há algum exagero nesta posição da RTP. Se nós compararmos o que é a audiência média e não o “share”, não há uma grande variação em relação ao que se passava com os dados da Marktest. O “share” considera o total, tem em vista outros factores e os “outros” têm maior peso. E vamos lá ver, as agências de meios não planeiam investimento em três, quatro dias.

A quebra não se deverá à baixa representatividade dos idosos no painel? A RTP ontem (anteontem) ficou em segundo lugar, teve um jogo de futebol. Não foi por causa do painel.

Esta ideia comunicada pela RTP de que está a ser muito prejudicada pelas audiências é uma falsa questão? É. Não está a ser prejudicada ao nível do que está a dizer às pessoas. Esta campanha e o peso dos recursos da RTP colocados nesta campanha, está, no limite, a atingir as pessoas do painel.

Afinal, os painéis são muitos diferentes? Se compararmos o painel por idades de 29 fevereiro nos dois sistemas, há uma ligeira descida no target acima dos 65, de 7,90 da Marktest, para 7,36 da GfK, ao mesmo tempo que se dá o contrário entre os mais novos.

Fica a dever-se a quê? No painel da GfK, a representatividade de todos os grupos etários está suficientemente garantida, mas, efetivamente nos de mais 65 anos está abaixo do que é representação na população. Está abaixo em 40%, em relação aos censos de 2001, os dados mais recentes por idades como nos interessa. As variáveis de partida são: regiões, classe social e sistema de televisão. As idades incluem-se nessa informação dos lares e são depois ponderadas no final dos resultados. Todos os dias irá fazer-se um acerto posteriori, para projetar a realidade do painel para a população toda, ou seja, cada pessoa não vale o mesmo no final. O painel não é escolhido em função da idade das pessoas, mas por aquelas variáveis. A idade não é uma variável de controlo.

Como é que se fazia com a Marktest? O painel da GfK está mais próximo da realidade da população do que o da Marktest. Esse tinha bastante mais defeitos. E a Marktest já não o fazia por idades. As idades são consequência e são uma coisa muito volátil.

Mas não se estará a privilegiar os targets comerciais? Não. Nós não inventamos isto em Portugal. Este sistema usa-se em muitos lados. Enquanto na Marktest, a curva de partida sobrevalorizava os idosos e subvalorizaca as camadas jovens; a da GfK não o faz.

Este é o defeito da Marktest? Exactamente. Nos mais novos, até aos 45 anos, são menos representados e sobrerepresentados para os mais velhos. Este é o painel, depois fazem-se os acertos. A Marktest fazia o mesmo, com a ponderação no final. O próprio painel da Marktest também esteve sujeito a alterações. O painel não é fixo. Como no últimos anos há mais lares com cabo e IPTV, desviaram-se aparelhos dos lares que não tinham cabo. E uma vantagem da proposta da Gfk e é que tem dispositivos que analisa qualquer “set top boxe”, da TDT, Zon, Meo, enquanto a Marktest não conseguia fazê-lo para todos. Por outro lado, a GfK falou face a face com as pessoas dos lares da amostra, enquanto a Marktest se ficou por lares com telefone fixo. Mudou muita coisa.

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