Cabo

RTPN acusa a ZON de querer destruir o canal

Alteração na frequência e saída do pacote mais barato baixaram audiência

A RTPN considera-se “altamente” prejudicada com as alterações que a Zon TV Cabo introduziu na programação e com a saída do canal do pacote básico da operadora. A Zon afirmou que defendeu o “interesse” dos clientes”.

O director de programas da RTPN, José Alberto Lemos, não esconde a sua indignação e afirma tratar-se de uma “situação escandalosa” e que a Zon TV Cabo “está a destruir o canal”.

Entre outras alterações, a operadora “retirou a RTPN do pacote “selecção”, ou seja, o mais barato”. “Não se consegue entender. Saímos nós e entrou a TVI24.

O problema é que nos 23 canais daquele pacote estão dois de testes, um de televendas, um de programação e a RTP Memória e RTP África, que têm shares inferiores ao nosso”, destacou José Alberto Lemos.

O responsável da RTPN, que desconhece quantos lares têm o pacote “selecção”, mostrou-se convicto de que “a crise económica levará muitos clientes a optar por aquela solução e não poderão ver a RTPN”.

A Zon TV Cabo, por outro lado, alterou a frequência da RTPN e trocou a sua posição na grelha de canais. “Alegando razões técnicas, mudaram as frequências da RTPN. Não entendo porquê nós, mas acreditemos que se tratou de uma questão técnica.

Já entendo menos que tenhamos passado do sétimo lugar na grelha da programação para o 36.º , por troca com o TV5 Monde”, afirmou, ao JN, José Alberto Lemos.

O director da RTPN reconhece que, para quem tem acesso digital (“power-box”), a alteração não trará grandes problemas. “Mas cerca de metade dos clientes terá de sintonizar manualmente os canais”, referiu.

Para provar que a alteração prejudicou a RTPN, José Alberto Lemos apontou o share do canal no Grande Porto no dia em que a mudança de frequência ocorreu nas zonas da Boavista e Lapa (Porto), Gaia e Senhora da Hora (Matosinhos), na passada quarta-feira. “Tivemos o share mais baixo da nossa história, com 0,5%, quando no dia anterior tínhamos tido 4,9%”, revelou José Alberto Lemos.

O director de programas da RTPN revelou que este factos “já foram comunicados à Administração da RTP e já foram pedidas explicações à Zon”.

Jorge Graça, director de conteúdos da Zon, estranhou as acusações e garantiu que a RTPN “nunca pertenceu ao pacote selecção”.

“A escolha dos canais incluídos no pacote selecção é uma decisão exclusivamente nossa e fruto da avaliação dos melhores interesses dos nossos clientes. Todos os canais que nele não estão incluídos podem usar argumentos semelhantes aos da RTPN”, acrescentou, em declarações Lusa.

Jorge Graça referiu que o “selecção” precisava de “reforços com conteúdos como os da TVI 24. Não há qualquer segundo sentido na sua inclusão”.

O responsável justificou as mudanças de lugar e de frequência devido à necessidade de “arrumar o espectro da grelha. É uma questão meramente técnica que visa apenas melhorar a qualidade do serviço prestado”.

Jorge Graça lembrou que a posição da RTPN não mudou na TV Cabo digital, que “corresponde a mais de metade dos clientes da Zon”.

Reis Pinto, JN

  • Antonio Paulino

    A Zon afirmou que defendeu o “interesse” dos
    clientes”.

    Uma frase bonita, não entendo como o estado não vê o que estas operadoras andam
    a fazer. Má qualidade, má existência.

    Vendem aparelhos móveis que são, móveis, pois
    para mim são fixos, ou locais.

    E temos 15 dias para testar o aparelho a nível nacional,
    caso contrário não troca.

    E as autoridades competentes nada fazer para
    defender o cidadão, não dá votos.

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