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Canal História estreia “Especial República Portuguesa”

historia

A 5 de Outubro de 1910, D. Manuel II, o último rei de Portugal sai do país rumo a Gibraltar. No dia seguinte, Portugal proclama a República. HISTÓRIA retrocede 102 anos para recordar os acontecimentos que deram lugar àquele acontecimento e analisa alguns aspetos desconhecidos do último século da história portuguesa.

“A REPÚBLICA PORTUGUESA”, dia 5 Outubro às 00h25, 07h10, 13h35 e às 16h55.

Em Portugal não há memória de outro sistema político para além dos republicanos. A monarquia caiu há 102 anos e, desde então, os homens de sangue azul não voltaram a controlar a nação. Mas antes de 5 de Outubro de 1910, o poder da realeza em Portugal via-se gravemente ameaçado, a 1 de Fevereiro de 1908 por exemplo, o Rei Carlos e o príncipe D. Luís foram assassinados em Lisboa. Os dois anos seguintes foram de liderança débil, dirigidos por D. Manuel, que provavelmente nunca pensou assumir o trono e muito menos numa idade tão jovem. Este momento sangrento é o ponto de partida para este documentário. Num momento em que a porta está aberta para a mudança permanente. Porque caiu a monarquia e como se estabeleceu um regime republicano que mantinha quase todos os vícios da monarquia? As respostas são dadas pelas personagens principais deste drama. Basear-nos-emos no testemunho dos descendentes dos primeiros presidentes da República e também no dos últimos chefes de Estado. Cada um à sua maneira irá ajudar-nos a compreender as três etapas diferentes do exercício do poder. Ajudar-nos-á a analisar a instabilidade da primeira etapa Republicana, a ditadura da segunda, e a estabilidade conseguida na terceira fase.


“MULHERES DA REPÚBLICA”, dia 6 de Outubro às 00h25, 07h10 e às 16h50.

A 5 de Outubro de 1910, Portugal viveu uma mudança histórica. Estávamos já no século XX, e os valores da Revolução Francesa, enchiam as cabeças dos que queriam outro Portugal. Fala-se muito na Revolução do 5 de Outubro de 1910, mas quase sempre dos homens (pensadores, políticos). Mas o país de Portugal tem um ditado, “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”, e isto aplica-se à república de Portugal. As mulheres também sonhavam com isto! Neste documentário pretende-se destacar, entre outros, Adelaide Cadete, Ana de Castro Osório, Ângelo e Maria Carolina Veleda. Todas elas foram membros da Liga de Mulheres Republicanas. Eles lutaram pelos seus direitos, por exemplo o direito de votar. Adelaide Cadete Ângelo e Carolina eram médicas, acenavam bandeiras na Praça da República na cidade a 5 de Outubro de 1910. No final o movimento deu-lhes a nova bandeira, mas negou-lhes o direito de voto. Opinavam que dar o direito de voto às mulheres era perigoso, porque continuavam sob a influência da Igreja e dos sacerdotes. Ana de Castro Osório foi uma das líderes feministas do século XX e o Presidente da República Teófilo Braga leu e desfrutou da sua obra. Hoje em dia, 102 anos depois, Portugal já vive numa democracia há 37 anos e os sonhos destas mulheres continuam a realizar-se. Esta obra analisa até que ponto os sonhos das mulheres da república chegaram a realizar-se.

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